sexta-feira, 17 de abril de 2015

Saída de Campo - Serras de Valongo e Fojo das Pombas

  O concelho de Valongo tem fortes ligações aos Romanos.
   Existem não só os «Trilhos do Paleozóico», percursos campestres com cerca de 15 Km, que percorrem as Serras de St.Justa e Pias, mas também minas de ouro que foram exploradas pelos romanos no século I d.C.


A visita de estudo realizada no dia 12 de Março, tinha como principais objetivos explorar o Fojo das Pombas e os trilhos da serra de St.Justa.



  • CENTRO INTERPRETATIVO AMBIENTAL DE VALONGO
Após sairmos da escola, dirigimo-nos para o Centro Interpretativo Ambiental de Valongo, onde observamos uma apresentação sobre os vários fojos que existem em Valongo e sobre as serras de St.Justa e Pias, principalmente sobre a sua fauna e flora. Em primeiro lugar, as responsáveis do centro falaram sobre as caraterísticas de Valongo na era Paleozóica, e em segundo lugar na era atual.

Aqui aprendemos a história geológica de valongo, nomeadamente, a formação do anticlinal assimétrico. A cadeia  montanhosa de Valongo deve-se ao recuo do mar e da ação tectónica que dobrou os materiais.


Ana Roque, 2015





Professor Luís, 2015






  exemplo de alguns fósseis               Ana Roque, 2015






FOJO DAS POMBAS


Ao chegarmos ao local, foram-nos dadas algumas indicações de segurança e distribuidos capacetes de proteção.

Luís Teixeira, 2015







Luís Teixeira, 2015

















Luís Teixeira, 2015






















Antes de entrarmos no fojo propriamente dito, identificamos a flora existente no seu exterior, nomeadamente os fetos caraterísticos desta região.


1,4-abertura do fojo; 2- fetos; 3-poço          Luís Teixeira, 2015


Posteriormente, percorremos as galerias do fojo das pombas com o auxílio de uma guia.


Luís Teixeira, 2015



O fojo das pombas localiza-se a cerca de 300m do centro interpretativo ambiental, e é conhecido como sendo o mais emblemático de Valongo. 
A mineralização em valongo tem dois tipos de estruturas: estruturas verticas- fojos; e estruturas horizontais-galerias e poços que serviam de arejamento. O ar dentro das minas é mais intenso e carregado, devido à forte humidade e à existência de raízes de eucalipto.




No teto das galerias existem várias estalactites e estalagmites, como se pode observar na imagem seguinte.

estalactite    Luís Teixeira, 2015



 Nas paredes pode ser observado o local onde de onde foi retirado o filão, a direção do filão é que dita a tomar pelos mineiros. Nesta região o ouro aparece misturado com o quartzo branco, em cerca de uma tonelada de quartzo existiria o equivalente a  um pacote de açúcar de ouro (5g /6g).





Este tipo de estruturas, os fojos, são habitats de várias espécies, pois oferecem condições favoráveis, como o ambiente/clima e segurança/refúgio. 




  • TRILHOS DE ST.JUSTA
A seguir almoço exploramos um dos inúmeros trilhos paleozóicos existentes na serra de St.Justa. 
Ao longo de todo o percurso, observamos mais algus fojos, fosséis/pegadas/marcas de ondulação. Também foi possível identificar certos fenómenos geológicos, como deslocamento de massas e génese dos solos, e ainda fenómenos climáticos carateristicos desta região-microclimas- diferenças de temperatura e de humidade.

Ao percorrermos estes trilhos temos que ter atenção porque existem vários fojos encobertos pela vegetação e que podem ser perigosos, pois têm uma grande profundidade.


   pequeno fojo               Luís Teixeira,2015


  Ripple marks                                                Luís Teixeira, 2015

                             Os ripple marks são marcas do movimento do fundo do mar.








marcas do deslocamento de massa    Luís Teixeira,2015




Deslocamento de massa é um fenómeno geológico que inclui movimentos do solo, tais como, quedas de rochas. A ação da gravidade sobre as encostas demasiado inclanadas é um dos principais fatores para ocorrerem este tipo de fenómenos.









 escombreira          João Cardoso, 2015











Uma escombreira é um local onde os romanos realizam a lavagem dos materiais que retiram dos vários fojos.






       Luís Teixeira, 2015














Nesta imagem pode-se observar a sobreposição de estratos de rochas meta-sedimentares.







Luís Teixeira, 2015







Nesta imagem consegue observar uma falha normal, ou seja, o teto baixa em relação ao muro.














Neste passeio foi-nos possível não só aprender e consolidar conteúdos relacionados com a disciplina, mas também conviver-mos como turma.



Luís Teixeira, 2015



Luís Teixeira, 2015




Ana Luzia, 2015





Ana Luzia, 2015

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Observação de Fases de Mitose em Células Vegetais



Nesta imagem consegue-se visualizar a primeira fase da mitose que corresponde à Profase.
Esta fase começa com um aumento do volume nuclear e com a condensação da cromatina. A membrana celular desorganiza-se, deixa de ser visível, e os centrossomas afastam-se para os polos opostos, formando um fuso acromático.
Nesta fase, pode verificar-se que cada cromossoma é constituido por dois cromatídeos unidos pelo centrómero, o que significa que a duplicação dos cromossomas ocorreu antes, ou seja, na interfase.
No final desta fase um ou vários nucléolos desaparecem e o invólucro nuclear degrada-se.




11ºA          100x15




Na Metafase os cromossomas atingem o seu grau máximo de condensação.
Os cromossomas que estão ligados ao fuso acromático formando um placa equatorial .
Dois fios de cromossoma ligam-se ao centro do centrómero.



11ºA        100x15



Esta fase, a Anafase, começa pela rompimento dos centrómeros separando assim os dois cromatídeos que constituem cada cromossoma.
Os cromossomas começam a ascender para polos opostos: metade dos cromossomas vão para um lado e a outra metade vai para o outro.



11ºA         100x15




Nesta última fase, na Telofase, os cromossomas atingem aos polos e sofrem um processo de descondensação. O fuso acromático desorganiza-se e, por isso, deixa de ser visível.
Termina assim a divisão nuclear, produzindo dois novos núcleos, duas novas células, em que cada célula-filha terá na sua composição a metade exata do DNA da célula-mãe.



11ºA     4x10


Em simultâneo com a mitose nuclear ocorre a citocinese (processo de divisão do citoplasma), sendo que a divisão celular só está completa quando termina a citocinese.
A citocinese pode iniciar-se tanto no da anafase como na telofase.



terça-feira, 14 de outubro de 2014

Extração de DNA de um Kiwi

OBJETIVO:

Esta atividade laboratorial teve como objetivo compreender o processo necessário à extração do DNA em células vegetais, nomeadamente, células de um kiwi.


MATERIAL USADO NA EXPERIÊNCIA:
  • Kiwi;
  • Almofariz e pilão;
  • Vidro de relógio;
  • Balança;
  • Bisturi;
  • Gobelé;
  • Manta de Aquecimento;
  • Gaze;
  • Proveta de 100 ml;
  • Lâminas e Lamelas;
  • Tubo de ensaio;
  • Vareta;
  • Água destilada;
  • Detergente da louça;
  • Cloreto de Sódio(sal);
  • Etanol (a 5ºC);
  • Fucsina básica;
  • Microscópio ótico.



PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL:



  • Descascar um kiwi, cortá-lo em pequenos cubos e esmagá-lo num almofariz.


Ao esmagarmos a respetiva fruta estamos a separar os seus tecidos.
Ana Veiga, 2014

Ana Veiga, 2014

































  • Pesar 3g de NaCl, medir 100ml de H2O e 10ml de detergente da louça.

  • Utilizando uma proveta de 100ml, misturar os ingredientes anteriormente referidos até formar uma solução homogénea.



Ana Veiga, 2014


Ana Veiga, 2014
Ana Veiga, 2014






















  • Misturar o kiwi triturado com a solução anterior num gobelé.


Ao adicionarmos o detergente estamos a destruir a membrana nuclear e a membrana celular para que o DNA possa sair do núcleo. Ao adicionarmos o cloreto de sódio estamos a polarizar a molécula de DNA.

Ana Veiga, 2014




  • Colocar o preparado anterior em banho maria a 37ºC durante 15 minutos.

Ana Veiga, 2014





  • Retirar o preparado do banho maria e colocar sobre o balcão para deixar arrefecer.



  • Filtrar com ajuda de uma gaze de forma a obter 5ml de líquido para um tubo de ensaio.




Ana Veiga, 2014

Ana Veiga, 2014






















  • Adicionar, lentamente, 5ml de etanol 96% (frio).


Este processo, através de um choque térmico, faz com que se criem pequenas bolhas de ar que posteriormente se  vão juntar ao DNA diminuindo-lhe a sua densidade.



Ricardo Gomes, 2014


Ana Veiga, 2014























  • Deixar repousar até se conseguir observar a ascensão de uma camada gelatinosa, que são os filamentos de DNA.


Ana Veiga, 2014



Ana Veiga, 2014




  • Retirar parte da camada gelatinosa, colocar numa lâmina, juntar o corante Fucsina Básica e colocar uma lamela sobre a amostra, permitindo assim a visualização do DNA do kiwi ao microscópio ótico.









Ana Veiga, 2014
Ana Veiga, 2014





















Ana Veiga, 2014 4x10


CONCLUSÃO:

Através deste procedimento experimental conseguimos atingir o objetivo inicialmente proposto, no entanto não foi possível observar a molécula de DNA, pois esta só é visível durante a sua divisão, quando se encontra condensada.